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domingo, 25 de dezembro de 2011

Mensagem para o Novo Ano

  Amigos, aqui vão meus votos e meus desejos para o Ano que se iniciará em breve:


"OS VOTOS"

Autor:Sérgio Jockymann

Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, também seja amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja só, mas que se for saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituivelmente útil, mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que essa tolerância, não se transforme em aplauso nem em permissividade,
Para que assim, fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que, sendo velho, não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
E é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.
Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo, nem em um mês e muito menos numa semana,
Mas apenas por um dia. Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,
E que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer
triunfante o seu canto matinal;
Porque assim você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:
"Isso é meu". Só para que fique bem claro quem é dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,
não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você,
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo, por fim, que sendo mulher, você tenha um bom homem,
E que sendo homem, tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,
E novamente, de agora até o próximo ano acabar,
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor para recomeçar.
E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar.

domingo, 3 de julho de 2011

Artesanato e leitura, dois prazeres


Estou terminando de ler um livro que comecei sem muita expectativa e agora, quase ao final, constato que estou achando-o muito interessante. Trata-se de “A comprometida”, de Elizabeth Gilbert, a mesma autora de “Comer, rezar, amar”. Pois bem, o tema desse livro que estou lendo é o casamento e o que gostei nele, independente da forma leve e solta como a autora escreve, é que lendo me senti instigada a fazer algumas reflexões sobre as quais, confesso, ainda não havia refletido o suficiente.

As expectativas com que homens e, especialmente, mulheres vão para o casamento, as responsabilidades que um coloca nos ombros do outro são fardos tão pesados que, muitas vezes, é impossível carregar. Disso, porém, me dei conta não faz muito tempo. Como escreveu Martha Medeiros, ..."fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja,
e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.”

Pois é, em A comprometida, a autora discorre sobre este e outros temas bem interessantes para serem pensados. É uma leitura que recomendo, vai fazer bem podem crer.

Aproveito para ilustrar esse texto com mais uma peça que criei nesse final de semana frio e nublado. Fazer arte e artesanato é, para mim, um prazer enorme e, também, uma maneira de ser feliz.

sábado, 18 de junho de 2011

Poesia em noite de sábado

Este sábado a noite é pura poesia e eu, como não sou poeta,
busco inspiração em Affonso Romano de Sant'Anna que em sua Definição diz


O corpo é onde
é carne:

o corpo é onde

há carne

e o sangue

é alarme.

O corpo é onde

é chama:

o corpo é onde

há chama

e a brasa

inflama.
O corpo é onde

é luta:

o corpo é onde

há luta

e o sangue

exulta.

O corpo é onde

é cal:

o corpo é onde

há cal

e a dor

é sal.

O corpo

é onde

e a vida

é quando.






segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Chuva e poesia


Que janeiro molhado esse! É água pra todo lado, levando tudo, deixando rastros de desespero. Preciso de uma pausa. Vou buscar o sol e o sonho na poesia de Mário Quintana.

"Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!
(Das Utopias, Mário Quintana)

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegamnão se sabe de onde e pousam no livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti... (
Mario Quintana - Esconderijos do Tempo)

Pequeno esclarecimento

Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios. Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.

Mário Quintana - A vaca e o hipogrifo

sábado, 4 de dezembro de 2010

No silêncio da noite


Noite de sábado e aqui onde estou é tudo silêncio. Gosto do silêncio. Ele me acalma, libera o pensamento para muitos vôos. Penso que é tempo de voltar a esse meu blog que tenho deixado meio esquecido. Volto trazendo um texto escrito pelo Arthur da Távola que fala de gente e de que tipo de gente eu também gosto.

Gosto de você
Gosto de gente com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade. Gosto de gente que ri, chora se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago. Gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens, poeira; e escuta. Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser! Gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto. Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos. Com muito AMOR dentro de si. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Gosto muito de gente assim... e desconfio que é deste tipo de gente que DEUS também gosta! (Arthur da Távola)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Falando de artesanato e de amigos

Já disse em outro texto que eu vivo de ir e voltar, de inventar e reinventar, pois é isso, aqui estou eu de volta.

Estive expondo meu trabalho durante a 12ª FENAOSTRA (Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana) que aconteceu em outubro em Florianópolis/SC. Foi muito bom. A Feira de Artesanato estava linda, com trabalhos de ótima qualidade e muita variedade. Encontrei muita gente, fiz novos amigos e, já que falo neles deixo aqui abaixo um texto que recebi do Portal www.diabetenet.com.br . Li, gostei e passo adiante. Também abaixo fotos da feira que participei.


Amigos
Meus amigos são todos assim... metade loucura, metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila... Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim "louco" e "santo".
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Coisa de louco... Louco que senta, horas e horas, de conversa ou de silêncio, e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Não quero deles só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria... Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem. Mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância, metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. E velhos, para que nunca tenham pressa.
Preciso deles para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão... estéril!

sábado, 22 de maio de 2010

Para refletir: você tem tudo o que precisa


      Será que escrevo ou continuo a fazer meus quatro trabalhos de artesanato que comecei ontem? Olho pro teclado do computador e para meus trabalhos em cima da mesa. As peças me chamam, quero vê-las tomando forma, mas o desejo de dizer alguma coisa também é muito forte. A cabeça está a mil.
     Procuro nos meus guardados e acho um texto que recebi faz tempo. Não sei quem o escreveu (eu preferiria colocar aqui o nome do autor, mas não sei). De todo modo, vou reproduzir o texto pra dizer o seguinte: o bem estar, a alegria e até a felicidade nos acompanham o tempo inteiro, a gente é que demora pra descobrir isso. 

        Fizeram a gente acreditar     
      "Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
     Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

domingo, 16 de maio de 2010

Frases que valem por um texto

    Eu gostaria muito de ser mais assídua com os posts aqui no meu blog, mas não está sendo fácil. Tenho andado com tantas idéias pra transformar em objetos de artesanato, que o ato de escrever precisa aguardar um pouco. Nessa semana vou postar aqui algumas das minhas novas criações. Mas enquanto isso, deixo aqui algumas frases que colecionei. Elas valem por um texto porque dizem muito. Leia e reflita.
      
    "O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem. Por isso  existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” (Fernando Pessoa)




    "Você não poderá resolver os problemas que tem hoje  pensando da mesma maneira que você pensava quando os provocou ..."
(Albert Einstein)

“Grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças, e não apenas em desfrutar das semelhanças.” 
(James Fredericks)


"Amo as pessoas que vivem ao meu redor. Amo a alegria e, por isso, a encontro junto a mim. Amo a amizade e, por isso, colho estrelas."
(Phil Bosmans)



domingo, 25 de abril de 2010

Reflexões, ou serão apenas sonhos?


“No silêncio dessa noite sem lua minha alma voa em busca de horizontes nunca vistos.
Visito bosques floridos e claros, outros meio desérticos e nublados, e ainda outros densos e sombrios. O que encobrem as sombras? Espio. Não sinto medo quero desvendá-las. Minha alva vai, vem, explora e nada.Ainda não consigo ver nas sombras. Vou adiante. Encontro sorrisos e lágrimas, alegrias e tristezas, erros e acertos. Medito. Sinto que o resultado de tudo é positivo. A viagem da minha alma no interior de mim mesma me acalma, porém me da a certeza que preciso ainda desvendar outros horizontes.
Sonho, como a música que diz: “Além do horizonte existe um lugar,
bonito e tranqüilo pra gente...” . Sonhar não custa nada.

sábado, 10 de abril de 2010

Bordados para relaxar


Vou quebrar um pouco a minha linha de postagens pra colocar aqui meu primeiro trabalho do novo Curso de Artesanato que estou fazendo: Bordado com flores de fita. Aí está: fiz um colete (já que está novamente na moda usar coletes)e bordei-o com flores de sianinha e linha. Que tal? Posso dizer que é uma atividade super relaxante.