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terça-feira, 6 de abril de 2010

Reflexões de quem vai chegando aos 60



“Foram-se os verdes, ficaram troncos e galhos acinzentados. Porém, para meu consolo – não, consolo não – para minha alegria sei que de ramos desnudos podem brotar lindas flores.”
É amigos, 60 anos é um marco.
Engraçado, nunca me preocupei muito com idade e nunca fiz questão nenhuma de escondê-la. Mas o fato de estar chegando aos 60 confesso, está mexendo com a minha cabeça. O tempo está me dizendo: “você já viveu quase todas as fases da vida e aí vem a última: a velhice”. E agora, será que a velhice me assusta? Por que só agora esse fato me incomoda? E essa revolução que toma conta da minha cabeça?
Essas são perguntas que ainda não me respondi. O que já sei é que não quero usar jargões do tipo “sou uma idosa de cabeça jovem” “me sinto uma jovem com 60 anos”, etc. etc. Quero sim poder dizer para mim mesma, sem nenhum susto, sem nenhum medo “sou uma mulher vivendo na plenitude de seus 60 anos”.
Sinto, porém, que para poder conquistar essa tranquilidade preciso ainda me desfazer de muitos fardos. Enterrar fantasmas, apagar dissabores, deixar, enfim, a minha bagagem mais leve. Penso que posso chegar lá, esse é um dos meus desafios.