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domingo, 8 de junho de 2014


ELFOS


"Elfos comem o perfume
das flores trazido pelo
vento,
comem os mais belos

pensamentos,
e as cores do dia
que o galo faz.
Comem o canto do galo,
as melodias dos pássaros
azuis,
comem a luz que cintila                                    

na folha cheia de orvalho.                                    
 "Elfo da Lua" - Pintura: Neila Bianchin
Elfos comem a sombra da lua,
o brilho da estrela
que já não existe mais."
(Roseana Murray)


 "Se meu olhar às vezes parece perdido é porque ainda estou me encontrando neste mundo de tanta diversidade.
E se o silêncio for meu companheiro não se aflija, é porque como indivíduo humanamente falho estarei refletindo sobre as incontáveis maneiras de tentar ser melhor."

Lou Witt



"Tributo a Severine"
Pintura: Neila Bianchin

domingo, 9 de junho de 2013

Minha arte, minha vida

   Busco a companhia de Clarice Lispector e Alberto Caeiro(Fernando Pessoa) para apresentar meu novo trabalho: Tributo a Severine, um óleo sobre tela que amei fazer.




"Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo."



Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem por que ama, nem o que é amar...


domingo, 31 de março de 2013

Poesia e arte


Segunda canção para os dedos
Tua mão na minha
é salto qualitativo
infinitamente maior
que o abraçar de corpos
amanhã
no instante racional
em que decidirmos o assunto.

Tudo começou
no toque dos dedos
na penumbra
sob o fundo musical
dos teus olhos brilhando,
quando tudo era fácil
de deixar de ser.

Agora
vem a confiança
e a audácia
a excessiva confiança
em que os lugares comuns mais grosseiros
afastarão os olhos,
as confidências
e os dedos.

No intervalo
terá havido amor-consulta
e amor-certeza, gravidez e enjoo,
livro de gênesis
sem o espírito das águas,
mas tudo acabará
no apocalipse
dos dedos afastados
e perdidos,
na datilografia perfeita
e sem borracha
do amor desfeito

Há um ritmo de lembrança
na tristeza emigrante
dos dedos que se afastam.

José Leão de Carvalho

sábado, 26 de janeiro de 2013

Um brinde a vida


Um brinde

Um brinde aos que escolheram renovar-se,
porque venceram os temores herdados
e as ilusões mercadejadas.
Um brinde aos que ainda hesitam,
porque o seu ceticismo é legítimo,
ainda que recheado de ontem;
a qualquer momento podem tomar a estrada,
se o amanhã lhes tocar o desejo.

Um brinde aos que transitaram para o desafio
e não estacionaram na preocupação,
nem no olhar recebido, nem na obediência,
nem no mais sensato Assim-É.

Um brinde aos que maximizaram o objetivo,
porque não se contentaram com as vitrinas,
nem com a modéstia que não ofende,
nem com a guerra no espelho.

Um brinde aos que ordenham o olhar
na prospecção dos fatos,
porque fazem nova gemada
com os ovos (da galinha) de Colombo;
e aos aromistas do diagnóstico,
porque são estes que sintetizam o cristal
e o reinvento.

Um brinde aos que abrem as portas
à ingenuidade, à surpresa e à insubmissão,
porque germinam novas sementes
perante as verdades embalsamadas.

Um brinde aos avaliadores
que não desperdiçam as nozes de Nietzsche
nem atendem às vozes dos conselheiros,
porque concedem saber
à novidade da criança
e acrescentam oportunidade ao espanto.

Um brinde aos que não se consolam na fórmula,
mas cuidam da nova criança,
porque assim dão músculos ao pensar
e tornam confiante o descobridor.

Um brinde às caminhadas,
porque, além dos achados,
reativaram os músculos
e mostraram que vale mover-se.

Um brinde aos que chegaram
e aos que nunca fugiram,
aos que aprenderam
e aos que não ancoraram
na bahia-limbo do conforto.

Um brinde aos que esqueceram as lições
e as ladainhas,
porque agora estão livres
para produzir surpresas no pensar
e riquezas no agir.

Um brinde aos que semeiam,
ainda quando perdem a semente;
aos da meia noite
e aos da nova manhã,
porque para todos há música
e vinho do Reno com gosto de pitomba.

Por maior que seja a pressa,
preveja no mapa o lugar da sombra
para comemorar não apenas o que foi,
mas principalmente o desejo consistente;
e neste quiosque da festa íntima
dimensione a nova estrada dos dias,
escute a música dos desafios
e acrescente o seu próprio brinde
ao ainda não pensado.

(texto de José Leão de Carvalho)



domingo, 14 de outubro de 2012

Arte com estilo




    Meu trabalho de artesanato fica ainda mais bonito com a companhia desse texto da Lya Luft, escritora que admiro demais.

"Apesar de todos os medos, escolho a ousadia. 
Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.
Prefiro a loucura à realidade, e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança. Eu, sou assim. Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha, e traça o contorno que ela mesma há de romper. A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.
Desculpem, mas preciso lhes dizer: 
EU quero o delírio." (Lya Luft)

Peças disponíveis na loja virtual:www.estiloearte.elo7.com.br