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domingo, 25 de abril de 2010

Reflexões, ou serão apenas sonhos?


“No silêncio dessa noite sem lua minha alma voa em busca de horizontes nunca vistos.
Visito bosques floridos e claros, outros meio desérticos e nublados, e ainda outros densos e sombrios. O que encobrem as sombras? Espio. Não sinto medo quero desvendá-las. Minha alva vai, vem, explora e nada.Ainda não consigo ver nas sombras. Vou adiante. Encontro sorrisos e lágrimas, alegrias e tristezas, erros e acertos. Medito. Sinto que o resultado de tudo é positivo. A viagem da minha alma no interior de mim mesma me acalma, porém me da a certeza que preciso ainda desvendar outros horizontes.
Sonho, como a música que diz: “Além do horizonte existe um lugar,
bonito e tranqüilo pra gente...” . Sonhar não custa nada.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A voz do silêncio


Hoje vou postar aqui um texto de uma cronista e poeta que admiro muito: Marta Medeiros

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.